O príncipe Harry, 41, e sua esposa, Meghan Markle, 44, elogiaram a decisão de um tribunal dos Estados Unidos que condenou a Meta e o YouTube por negligência em um processo sobre o impacto das plataformas digitais na saúde dos jovens.

A ação foi movida por uma mulher de 20 anos de idade, identificada como Kaley, que alegou que os serviços foram projetados para gerar dependência e, como consequência, causaram danos à sua saúde mental. Um júri em Los Angeles concordou, dizendo que as empresas têm mecanismos que levam ao vício, entre eles, o carregamento infinito e os algoritmos que recomendam conteúdo.

Em comunicado, o casal disse acreditar que a decisão era um marco. “Este veredicto é um acerto de contas. Por tempo demais, famílias pagaram o preço por plataformas construídas com total desprezo às crianças que alcançam. Estamos ao lado de todos os pais e jovens que se recusaram a ser silenciados. Hoje, a verdade foi ouvida e um precedente foi estabelecido.”

Em uma declaração mais extensa publicada em seu site, Harry e Meghan – que são pais de Archie, 6, e Lilibet, 4 – voltaram a elogiar a “decisão histórica”.

“A decisão de hoje em Los Angeles e a de ontem no Novo México são vitórias históricas para famílias, ativistas e jovens em todo o mundo, além de uma mensagem clara de que a justiça chegou às grandes empresas de tecnologia.”

“Após anos de negação e desvio de responsabilidade, um júri confirmou o que pais e especialistas vêm dizendo há muito tempo: o problema não está na forma de educar os filhos, mas no design dos produtos. Os sistemas que impulsionam nossas plataformas de redes sociais foram construídos para explorar, não para proteger, e a responsabilização finalmente chegou. Os produtos, as escolhas de layout e os modelos de negócio no centro deste julgamento não eram teóricos, foram usados de maneiras que influenciaram a forma como os jovens vivem, aprendem e se conectam. Este caso revelou o que já sabíamos: o lucro é priorizado em detrimento da proteção, a transparência é sacrificada em nome do engajamento, e o custo recai sobre crianças e famílias.”

Como parte da decisão, Meta e YouTube foram condenadas a pagar US$ 3 milhões (cerca de R$ 15 milhões) em indenização por danos, sendo que a Meta ficará responsável por 70% do valor. As empresas também deverão pagar multas, cujo montante ainda será definido.

As duas companhias se manifestaram sobre o caso.

Um porta-voz da Meta afirmou: “A saúde mental de adolescentes é extremamente complexa e não pode ser atribuída a um único aplicativo.”

Já um representante do YouTube declarou: “Respeitosamente, discordamos da decisão e estamos avaliando nossas opções legais.”

Um porta-voz do Google acrescentou: “Este caso categoriza de forma equivocada o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, e não uma rede social.”

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