O príncipe Harry, 42, afirmou que passou 20 anos sem chorar pela morte da mãe, a princesa Diana (1961-1997). O duque de Sussex tinha apenas 12 anos quando a então princesa de Gales faleceu em um trágico acidente de carro, em Paris, aos 36 anos. Diana também era mãe do príncipe William, hoje com 44 anos.

Harry revelou que passou duas décadas reprimindo as emoções e que a terapia o ajudou a lidar com o luto. Em entrevista à GQ, o nobre explicou como esse processo se manifestou em sua vida: “O fato é que, quando [uma morte] acontece, todo mundo está ao seu lado, mas depois, rapidamente… todo mundo segue em frente, como se o luto tivesse um começo, um meio e um fim. E, pelo que aprendi com a doutora Mary-Frances O’Connor [psicóloga], é justamente o contrário.”

O filho mais novo do rei Charles III afirmou que só conseguiu assimilar o luto e o trauma da perda precoce da mãe com o passar dos anos.

“Não acho que seja possível compreender plenamente o que aconteceu. Acho que, certamente ao longo do tempo, a resiliência dentro de cada um de nós começa a florescer, e cabe a nós conhecermos a nós mesmos. Naquela época, eu não me conhecia. O luto, o trauma, a perda, o fato de eu ter 12 anos, eu não fazia ideia de quem eu era de verdade. Mas, com os anos, com os desafios da vida, essa resiliência cresceu dentro de mim e me fez perceber: uau, esse luto pode tanto te impedir de seguir em frente quanto te ajudar a crescer.”

O britânico disse acreditar que sua vida ficou, ao mesmo tempo, “melhor e mais difícil” desde que parou de reprimir os sentimentos.

“A terapia foi o que realmente mudou tudo para mim, porque me deu permissão para sofrer e reconhecer que, sim, perder sua mãe é uma droga, e que você tem autorização para chorar por isso”, completou ele.

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