Alanis Morissette, 52, entrou na Justiça contra sua ex-gerente de turnê, Keren Urinov, acusando-a de tentar obrigá-la a firmar um contrato de trabalho de 15 anos sob a ameaça de associá-la falsamente a um caso de posse e tráfico de drogas.
A ação foi apresentada à Justiça Federal de Los Angeles, nos Estados Unidos, e obtida pela revista Rolling Stone. Segundo o processo, Keren teria feito exigências que a defesa da cantora definiu como uma tentativa de extorsão.
“Alanis Morissette é vítima de uma campanha calculada de chantagem orquestrada por uma ex-gerente de turnê contrariada. Morissette não aceitará trabalhar com uma chantagista incompetente pelos próximos 15 anos nem cederá a exigências feitas sob ameaça”, diz um trecho da ação.
De acordo com o processo, Keren foi submetida a uma inspeção e detida em um aeroporto no Reino Unido, em 2025, enquanto viajava com Alanis e a equipe da estrela canadense para um show na Espanha.
A ex-gerente afirmou posteriormente que havia sido presa pelas autoridades britânicas depois que cannabis e o medicamento veterinário xilazina foram encontrados em sua bagagem.
Ainda conforme os autos, durante o interrogatório, a profissional disse aos agentes de fronteira que a mala e todo o seu conteúdo, incluindo as substâncias apreendidas, pertenciam a ela. Keren também apresentou uma autorização emitida em Israel para o uso medicinal de maconha e acabou sendo liberada.
Segundo Alanis, após o episódio, a ex-gerente passou a exigir que ela assumisse perante as autoridades britânicas que as drogas eram suas. Caso contrário, ameaçava atribuir à artista responsabilidade pelo caso.
Keren teria dito que a cantora poderia “encerrar o impasse” ao lhe conceder um contrato de trabalho de 15 anos, com salário elevado, reajustes anuais, bônus e um advogado de imigração custeado pela canadense.
Após a cantora se recusar a ceder às exigências, Keren e seu representante enviaram uma carta que, segundo Alanis, insinuava que ela seria acusada de tráfico de drogas.
A cantora afirma ter recorrido à Justiça “com relutância”, por acreditar que poderia sofrer ataques à própria reputação, mas diz que não viu outra alternativa para se defender das acusações “absurdas e infundadas”.
Na ação, a vencedora do Grammy pede que o caso seja julgado por um júri e solicita indenização por danos morais superior a US$ 75 mil (cerca de R$ 385 mil), além de uma indenização de caráter punitivo, modalidade prevista na legislação norte-americana.
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