A esposa do influenciador Lito Sousa, 59, Mila Seidl, 41, usou as redes sociais para esclarecer informações sobre a busca por tratamento para o marido, diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição rara e degenerativa que provoca uma perda de funções neurológicas, podendo causar demência, alterações de movimento e outros sintomas.
Após diversos famosos aderirem à campanha para ajudar o criador de conteúdo sobre aviação a conseguir uma vaga em pesquisas sobre a doença nos Estados Unidos, Mila explicou que a família ainda aguarda uma possível entrevista preliminar para avaliar se o piloto é elegível para participar de um estudo em Nashville.
“[A campanha] já está tendo alguns retornos. Talvez a gente tenha essa semana já. Tem que ser rápido, na verdade, uma primeira entrevista para ver se ele é elegível lá em um dos estudos em Nashville. Então, eles vão ver se ele seria elegível”, começou ela em um vídeo no Instagram.
“Nosso médico também está em contato com o da Mayo Clinic para passar os relatórios médicos para eles. A gente ainda não conseguiu nada mais concreto com o pessoal [do estudo] da Europa; esse é muito importante, porque eles só estão na fase três. E [o tratamento] é um remédio no braço, não tem placebo, então esse seria muito bom para a gente.”
Mila também aproveitou para corrigir informações que têm circulado nas redes sociais sobre a busca por tratamento.
“Eu tenho visto algumas fake news e eu queria corrigir algumas delas aqui. Lito tem muita relevância, muitas pessoas que gostam dele, então, de fato, elas estão ajudando a gente a ir pra frente com isso (…). Tem muita matéria falando que o Lito está na lista de espera para Harvard… Não é isso!”
A universidade informou que poderá avaliar o caso apenas a partir de 20 de outubro para verificar se Lito seria elegível para participar do estudo.
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma enfermidade neurológica rara causada por príons, proteínas anormais que provocam danos progressivos no cérebro. A doença costuma evoluir rapidamente, com sintomas que podem incluir perda de memória, alterações de comportamento, dificuldade de coordenação, tremores, problemas de linguagem e movimentos involuntários.
No Brasil, não existe um tratamento aprovado capaz de interromper ou reverter a evolução da DCJ. O Ministério da Saúde informa que diferentes propostas terapêuticas já foram estudadas, mas nenhuma demonstrou eficácia para mudar o curso da doença. O tratamento disponível é voltado para o controle dos sintomas e das complicações.
O prognóstico é grave, mas a evolução do quadro pode variar de acordo com a forma da enfermidade e as características de cada paciente.
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