O cantor e compositor Bob Dylan, 85, abriu o coração sobre os dilemas do envelhecimento. O astro declarou que o aspecto mais difícil de viver na pele a passagem do tempo é perceber que alguns fatos poderiam ter transformado o passado, caso tivessem surgido quando ainda havia espaço para mudar o rumo dos acontecimentos.
As declarações foram publicadas em um artigo de opinião para o jornal The New York Times, marcando o aniversário de 80 anos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrado no domingo (14). Embora o cantor de “Blowin’ In The Wind” não faça referência direta ao republicano, ele compartilhou reflexões sobre essa fase da vida.
“A velha chama em seu coração ainda diz para fazer uma coisa ou outra, mas seu corpo responde: ‘Nós já fizemos isso’. Além disso, nada mais surpreende você. Parece um privilégio, mas não é. E você também fica sem ilusões.”
O ídolo da música acrescentou: “A pior parte de ter 80 anos é descobrir, finalmente, que você tem consciência de algo que poderia ter mudado completamente tudo o que ficou para trás, se esse discernimento tivesse chegado em uma época em que ainda fosse possível mudar alguma coisa. Quando você é jovem, acha que o tempo segue em frente. Aos 80, sabe que ele permanece parado. Somos nós que nos movemos.”
Entretanto, o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura disse acreditar que a principal vantagem de envelhecer é a liberdade de abandonar algumas cobranças.
“A melhor coisa de ter 80 anos é sobreviver aos relógios que passaram a vida perseguindo você. É a liberdade em relação à mentira de que alguma coisa esteve sob controle em algum momento. Você não corre mais atrás do desfile. Você é um velho rei de algum país desaparecido. Fica mais difícil configurar você.”
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