O empresário musical Scooter Braun, 45, voltou a comentar a controvérsia envolvendo os direitos aos masters da cantora Taylor Swift, 36, e admitiu que ainda não compreende totalmente como a situação ganhou tamanha dimensão.

O produtor adquiriu a gravadora Big Machine Label Group em 2019, em um acordo estimado em US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão, aproximadamente). A negociação lhe garantiu as gravações originais dos seis primeiros álbuns da estrela do pop: “Taylor Swift”, “Fearless”, “Speak Now”, “Red”, “1989” e “Reputation”.

Na época da transação, Taylor fez um desabafo público, afirmando que não teve a oportunidade de comprar o próprio catálogo. No centro da disputa estavam os masters, gravações originais das músicas que asseguram ao proprietário o controle comercial sobre o material.

O episódio se transformou em um dos maiores embates da indústria fonográfica e deu início a discussões sobre quem deveria deter o controle das gravações.

Posteriormente, o catálogo de Taylor foi vendido para a Shamrock Capital, movimento que levou a artista a iniciar o projeto de regravação dos discos, lançados sob o selo “Taylor’s Version”, estratégia para recuperar o controle sobre suas gravações. Em 2025, a vencedora do Grammy finalmente conseguiu readquirir os direitos de seu catálogo em um acordo estimado em US$ 360 milhões (R$ 1,8 bilhão).

Em entrevista ao podcast Second Thought with Suzy Weiss, Scooter afirmou que praticamente não tinha contato com Taylor antes da disputa homérica que tomou conta da indústria.

“Eu não conheço Taylor Swift. Acho que encontrei com ela umas três vezes na vida”, começou.

“Nunca tive uma conversa aprofundada com ela. Uma vez fui convidado para uma festa dela. Ela me disse que tinha o maior respeito por mim e eu disse que tinha o maior respeito por ela”, acrescentou.

O empresário garantiu que enxergava a compra da gravadora como uma oportunidade de trabalhar com a intérprete de “Shake it Off”.

“Você não gasta US$ 300 milhões comprando uma gravadora da qual ela faz parte se não estiver animado com a possibilidade de trabalhar com ela. Nunca vou compreender de verdade essa situação. Até hoje, só desejo o melhor para ela”, completou.

O magnata também declarou que não teve contato com a artista nos anos que antecederam a aquisição da Big Machine.

“A festa aconteceu dois ou três anos antes e, depois disso, nunca tivemos contato durante todo o processo. Então, fico tão confuso por isso fazer parte da minha vida quanto vocês. Mas escolhi aprender e crescer com essa experiência”, explicou.

Ao refletir sobre os desdobramentos do caso, Scooter afirmou que a disputa serviu para fortalecer o debate sobre controle artístico e propriedade intelectual.

“A maior parte dos masters ainda pertence às gravadoras. Por mais confusa que essa situação tenha sido para mim, acho que ela acabou trazendo à tona que os artistas vão querer cada vez mais possuir seus masters, e estamos vendo isso acontecer com mais frequência. E isso é ótimo”, concluiu.

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