O casamento de Chandler Bing e Monica Geller em “Friends”, um dos momentos mais emblemáticos da sitcom, teve um sabor agridoce para a família de Matthew Perry (1969-2023). Enquanto seu personagem subia ao altar no fim da sétima temporada, em 2001, os familiares do ator temiam que ele jamais pudesse viver a experiência de se casar ou de ser pai na vida real, devido à sua longa luta contra a dependência química.

A lembrança foi compartilhada por Mia Perry Bowick, irmã do falecido astro, ao recordar como foi assistir à união de Chandler com Monica, interpretada por Courteney Cox, hoje com 62 anos.

Em entrevista à revista People, Mia relembrou as preocupações da família com a saúde de Matthew e o desejo que ele tinha de formar a própria família.

“Quando assistimos àquele casamento, todos nós sabíamos que era algo que ele queria na vida; ele queria uma companheira e queria ter filhos”, revelou ela.

Mia acrescentou: “Todos nós sabíamos o quão séria era a condição dele, então havia aquela sensação de: ‘Quem sabe o que vai acontecer?'”

O relato foi feito às vésperas da estreia de “Aquele Sobre Matthew Perry”, série documental da Netflix que revisita a trajetória do artista e chega à plataforma no próximo dia 27, quase três anos após sua trágica morte, aos 54 anos. Matthew foi encontrado morto na banheira de hidromassagem de sua casa, em Los Angeles. A causa do óbito foi atribuída aos efeitos da cetamina, um anestésico, com o afogamento apontado como fator contribuinte.

O ator fazia uso terapêutico de cetamina para tratar ansiedade e depressão, mas o relatório da autópsia revelou que “a droga em seu organismo não era proveniente de uma terapia de infusão”.

Em sua autobiografia, “Amigos, amores e aquela coisa terrível”, lançada em 2022, Matthew falou abertamente sobre ter recebido o tratamento controverso enquanto estava internado em uma clínica de reabilitação na Suíça. No livro, ele explicou que a forma sintética do medicamento é usada “para amenizar a dor e ajudar na luta contra a depressão”.

“Eles me levavam para uma sala, me faziam sentar, colocavam fones de ouvido para que eu pudesse ouvir música, me vendavam e colocavam uma infusão intravenosa. Eu pensava: ‘Isso é o que acontece quando você morre’. Mesmo assim, eu me submetia continuamente a essa m**** porque era algo diferente, e qualquer coisa era melhor do que nada. Usar cetamina é como levar uma pancada na cabeça com uma pá gigante de felicidade. Mas a ressaca era forte e pesava mais que a pá. Não era para mim”, escreveu ele.

Visit Bang Premier (main website)