Blake Fielder-Civil, ex-marido de Amy Winehouse (1983-2011), afirmou que não se considera responsável pela morte da cantora britânica. A artista, conhecida por sucessos como “Back to Black” e “Rehab”, faleceu em 2011, aos 27 anos, vítima de intoxicação alcoólica acidental.
Durante participação no podcast We Need To Talk, apresentado por Paul C. Brunson, Blake, que foi casado com Amy entre 2007 e 2009, explicou que muitas pessoas ainda acreditam que ele teve influência nos problemas que a cantora enfrentou ao longo da vida, marcados por uma luta pública contra o vício.
“Meu posicionamento hoje é que eu sei que muitas pessoas, principalmente aquelas que liam a imprensa há vinte anos, têm essa ideia de que a morte de Amy é minha responsabilidade. Como eu sempre deixei claro: nunca fujo de responsabilidade. Se eu fiz alguma coisa, eu assumo, mas estou bem. Não estou bem, mas aceito isso… tive minha parcela de culpa”, admitiu.
Entretanto, ele esclareceu: “A própria Amy tinha autonomia, e dizer isso de forma alguma é desrespeitá-la, mas Amy fazia o que queria fazer e, mesmo sabendo que o consumo de álcool estava começando a prejudicá-la, ela continuou.”
A cantora enfrentou problemas relacionados ao álcool e ao uso de substâncias ao longo da carreira. Porém, Blake afirmou que ela já havia tido contato com esse universo antes mesmo de conhecê-lo.
“Eu preciso me defender um pouco em relação a algumas coisas, sabe, porque não é justo com as pessoas que me amam que acreditem em coisas que não são verdade. Amy já tinha começado a experimentar cocaína com um ex-parceiro. Existem fotos de Amy no BRIT Awards em que, você sabe como é, aparece aquele ‘pó no nariz’, e sim, isso era notório. Era público que Amy já tinha experimentado drogas e isso não tinha nada a ver comigo.”
Quanto ao uso de drogas ainda mais pesadas, ele confessou: “Sim, a primeira vez que ela usou foi comigo e provavelmente era a minha sexta vez.”
Blake também afirmou que estava preso quando Amy faleceu. Na ocasião, ele cumpria uma pena de dois anos e meio por crimes relacionados a roubo e posse ilegal de arma.
Segundo ele, os dois ainda conversavam sobre a possibilidade de uma reconciliação pouco antes da morte da cantora.
“Na semana em que Amy morreu, eu estava na prisão, infelizmente. Ainda estávamos conversando bastante sobre a possibilidade de nos reconciliarmos”, desabafou.
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