Uma mulher que afirmava ser filha do falecido cantor Freddie Mercury morreu aos 48 anos após enfrentar uma forma rara de câncer na coluna vertebral. Identificada apenas como B, ela teve sua existência revelada ao público no ano passado por meio do livro “Com amor, Freddie: A vida e o amor secreto de Freddie Mercury”, da biógrafa britânica Lesley Ann Jones.
A morte ocorreu poucos meses depois da publicação da obra, que causou surpresa entre fãs do vocalista do Queen ao alegar que o cantor manteve a existência da suposta filha em segredo por décadas. Segundo o relato, B teria sido concebida em 1976, fruto de um envolvimento com a esposa de um amigo próximo do artista, em um período em que o grupo de rock já havia alcançado fama mundial após o sucesso de “Bohemian Rhapsody”.
O viúvo de B, Thomas, confirmou a morte da esposa ao jornal Daily Mail, afirmando que ela morreu “em paz, após uma longa batalha contra o cordoma, um câncer raro na coluna, deixando dois filhos de nove e sete anos”. Ele acrescentou: “B agora está com seu querido e amoroso pai no mundo das ideias. Suas cinzas foram espalhadas ao vento sobre os Alpes”.
Lesley Ann Jones também comentou a perda e afirmou estar abalada. A autora revelou que B convivia com a doença desde a infância e decidiu contar sua história ao perceber que se aproximava do fim da vida.
“Estou arrasada com a perda dessa mulher que se tornou uma grande amiga. No fim de sua vida, [contar sua história] era tudo o que importava. Ela esteve muito fragilizada durante todos os quatro anos em que trabalhamos juntas, mas ela tinha uma missão. Colocou a si mesma e suas próprias necessidades em último lugar”, declarou Lesley.
A biógrafa acrescentou que o câncer surgiu quando B ainda era muito jovem, o que teria motivado mudanças da família em busca de tratamento especializado. “Essa é a verdadeira razão pela qual a família se mudava com frequência, para que pudesse ter acesso ao melhor tratamento disponível na época para o cordoma – uma forma rara de câncer na coluna que iria matá-la”, afirmou.
Após alguns anos em remissão, a doença retornou. “Foi quando ela decidiu entrar em contato comigo… Trabalhamos juntas por quatro anos para que o livro fosse escrito e publicado – lutando contra o tempo”, relatou a escritora.
A autora acrescentou que, no ano passado, B levou o marido e os dois filhos para uma viagem de “despedida” pela América do Sul e retomou a quimioterapia pouco antes do lançamento do livro, em setembro.
“Essa notícia é chocante e incrivelmente triste para mim, mas não me pegou de surpresa. Eu sabia que isso estava por vir desde o início. Foi uma corrida contra o tempo. Apesar de todas as adversidades, conseguimos alcançar o que em determinado momento parecia impossível, considerando tudo o que ela enfrentava. Foi a honra da minha vida ter sido escolhida por ela para compartilhar a verdadeira história de Freddie.”
O livro sustenta que a existência de B foi mantida em sigilo absoluto, conhecida apenas pelo círculo mais íntimo do cantor, incluindo familiares, os integrantes do Queen e Mary Austin, ex-companheira do cantor. A obra se baseia em volumes de diários que teriam sido entregues à filha pelo próprio artista.
De acordo com o Daily Mail, Freddie, que morreu em 1991, chamava a filha de Bibi e teria escrito músicas inspiradas nela, entre elas “Bijou” e “Don’t Try So Hard”.
Lesley explicou que B optou por não revelar publicamente sua identidade por ser médica e temer comprometer a privacidade de seus pacientes. A família mora na França e agora avalia a possibilidade de divulgar fotografias inéditas, incluindo imagens de B ainda jovem ao lado do cantor.
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