A lenda do heavy metal Ozzy Osbourne, que morreu aos 76 anos na última terça-feira (22), passou por uma rotina intensa de cuidados durante os meses finais de vida.

O músico morreu apenas duas semanas depois de se reunir com seus colegas de banda do Black Sabbath no grande show de despedida “Back To The Beginning”, em Birmingham, na Inglaterra. Ozzy havia revelado anteriormente que estava sendo cuidadosamente monitorado por médicos para garantir que estivesse em condições de se apresentar.

Durante um episódio de seu programa “Ozzy Speaks”, na rádio SiriusXM, em maio, ele explicou: “Estou constantemente em treinamento, sete dias por semana. Tenho um cara que praticamente vive comigo e estou na cama às sete da noite.”

“Eu costumava ter que tomar um punhado de pílulas para dormir. Agora não tomo mais nada. Estão medindo minha pressão sanguínea 15 vezes por dia. Tenho esse dispositivo no dedo. É um monitor para mostrar como está minha frequência cardíaca”, completou.

Ozzy enfrentou diversos problemas de saúde ao longo dos anos, incluindo complicações na coluna causadas por um acidente de quadriciclo em 2003, lesões decorrentes de uma queda, infecções e o diagnóstico de mal de Parkinson.

Ele também revelou anteriormente que sua esposa, Sharon, teve a ideia da reunião do Black Sabbath como uma forma de animá-lo, depois que seus problemas de saúde começaram a afetar seu ânimo.

Em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, ele explicou: “Você acorda na manhã seguinte e descobre que mais alguma coisa deu errado. Começa a pensar que isso nunca vai acabar.”

“Sharon percebeu que eu estava mal, e me disse: ‘Tive uma ideia’. Era algo para me dar um motivo para levantar da cama de manhã.”

A notícia da morte do artista foi confirmada por sua família em um comunicado que dizia: “É com uma tristeza maior do que as palavras podem expressar que temos que informar que nosso amado Ozzy Osbourne faleceu nesta manhã. Ele estava com a família e cercado de amor.”

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