Demi Lovato, 34, voltou a falar abertamente sobre sua luta contra os transtornos alimentares e disse que precisará lidar com questões relacionadas à alimentação por toda a sua vida.

Em entrevista a Kerry Washington para o podcast “Street You Grew Up On”, a cantora explicou que começou a lidar com os transtornos desde muito cedo e, apesar de ter passado por tratamento, não considera o problema como uma página virada.

“Não estou em um lugar em que me considero completamente curada. Não acho que isso seja algo que eu sequer pense em buscar, porque não parece realista”, explicou.

“Acho que a comida vai ser uma batalha pelo resto da minha vida, mas é uma batalha que posso administrar.”

Demi também falou sobre a busca por autoestima e a relação com seu próprio corpo: “Em alguns dias, não amo meu corpo, mas há dias em que o aceito. Eu diria que hoje vivo em um lugar de aceitação, em que não olho no espelho e me repreendo por ter curvas.”

A cantora contou que chegou a se sentir insegura antes de iniciar sua última turnê, chamada “It’s Not That Deep Tour”, por estar preocupada com o que as pessoas diriam sobre sua aparência.

“Eu tinha ganhado um pouco de peso antes da turnê e estava estressada, pensando: ‘Não quero subir ao palco’.”

“Eu estava aterrorizada com o que as pessoas iam falar ou escrever na internet. Mesmo assim, subi ao palco.”

“Ninguém foi embora. Ninguém se levantou da cadeira e disse: ‘Ela não usa tamanho zero’. Sabe, [os fãs] continuaram me amando e choraram de alegria quando cantei para eles”, acrescentou.

Demi relacionou seus problemas com a alimentação à época em que tinha cerca de oito anos, quando nasceu sua irmã mais nova, Madison De La Garza.

“Não digo isso para colocar a culpa em ninguém, mas foi simplesmente o fato de que a atenção já não estava voltada apenas para mim. Eu lidei com isso compulsivamente, comendo demais.”

A estrela explicou que sua mãe, Dianna De La Garza, também enfrentou transtornos alimentares, e disse que chegou a fazer “uma assadeira cheia de biscoitos” e comer tudo de uma vez.

“Eu reproduzi algumas das coisas que vi, e foi quando desenvolvi anorexia. Depois, isso se transformou em bulimia, e só aos 18 anos procurei tratamento.”

Para ela, sua última turnê foi uma “grande lição” sobre o que realmente importa: “Meu valor não está no meu corpo. Meu marido não me ama por causa do meu corpo. Minha família não me ama por causa do meu corpo.”

Demi também destacou que o mais importante é ser “uma pessoa boa”: “É nisso que acredito de todo o coração. Então, aprendi muito e tenho muito orgulho do quão longe cheguei nisso e da minha jornada de recuperação do transtorno alimentar.”

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