O conde Charles Spencer, 62, irmão da falecida princesa Diana, afirmou acreditar que ela tinha um “quadro severo de TDAH”.

Spencer recebeu o diagnóstico de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, condição que pode provocar dificuldade de concentração, hiperatividade e impulsividade, já na vida adulta. Segundo ele, há semelhanças entre seu próprio comportamento e o da irmã, que morreu em um acidente de carro, em 1997, em Paris.

O nobre acrescentou que Diana também podia ter dislexia, transtorno de aprendizagem que costuma afetar habilidades como leitura e escrita, porque enfrentava dificuldades na escola.

“Diana nasceu em 1961 e, certamente, o sistema de escolas particulares da Inglaterra não estava preparado para lidar com as necessidades das crianças como está hoje. Acho que Diana tinha dislexia. Ela tinha bastante dificuldade com ortografia, com a ordem das palavras e das letras”, revelou ele à revista People.

“Só descobri que tinha TDAH muito extremo mais tarde na vida, e sei que é exatamente o que Diana tinha. É bastante parecido. Mas, no caso dela, era algo extremo. Por isso, fico muito incomodado quando as pessoas tentam dizer que, como Diana ficava magoada e emocionalmente abalada com facilidade, talvez ela tivesse transtorno bipolar ou transtorno de personalidade borderline e coisas do tipo. Quem sabe? Sei que não era isso, mas essas pessoas ficam lançando teorias. Acho que é algo menos sério, de certa forma. Acho que era TDAH, e a rejeição, para pessoas com TDAH, é sentida de maneira muito, muito profunda”, acrescentou ele.

O novo livro de Charles, “Canto do cisne: Diana, minha irmã” detalha as lembranças do conde de momentos em que a princesa rompia abruptamente com pessoas de seu círculo de amigos. Ele disse acreditar que esse comportamento estava relacionado ao TDAH. “Isso não é uma crítica. É reconhecer que ela estava enfrentando uma condição que não havia sido diagnosticada de forma alguma, e ela podia mudar de comportamento em um instante. Se sentisse que um amigo a havia decepcionado, aquilo era algo muito sério e difícil de superar.”

“Sou muito direto no livro. Não houve um único membro da minha família com quem Diana não tenha brigado e de quem não tenha se afastado por algum tempo. Mas acho que, como família, nós não nos afastávamos, então voltávamos a cair nas graças dela. Mas entender o aspecto do TDAH ajuda de verdade. E também a extraordinária pressão à qual ela estava submetida. As pessoas diziam: ‘Ah, ela era paranoica’. Não, não era. Ela era sensível à rejeição e se sentia imensamente decepcionada pelas pessoas. E, devido ao TDAH, por causa de sua personalidade e de seu caráter, ela sentia essas coisas profundamente.”

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