[Alerta de conteúdo: a nota a seguir contém menções a violência sexual].
Hugh Hefner (1926-2017), fundador da revista masculina Playboy, teria procurado o FBI para denunciar Jeffrey Epstein (1953-2019) depois que uma das modelos da publicação afirmou ter sido vítima de abuso e tráfico sexual por parte do financista.
A revelação aparece em um novo processo apresentado por vítimas de Epstein, que tentam responsabilizar a polícia federal norte-americana por não ter tomado providências diante de diversas denúncias contra o financista, que foi encontrado morto em uma prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações relacionadas a crimes sexuais.
Segundo o The New York Post, Audra Lynn Christiansen, coelhinha da Playboy em 2003, morava na famigerada mansão de Hefner, em Los Angeles, quando pediu ajuda ao magnata.
Audra afirma que sua expectativa era de que a fama e os contatos do empresário ajudassem a fazer com que suas acusações fossem levadas a sério.
De acordo com o processo judicial, obtido pelo The New York Post, “o sr. Hefner ligou várias vezes para o FBI em nome da sra. Christiansen para denunciar Jeffrey Epstein.”
Audra, hoje com 46 anos, diz que só recebeu retorno da polícia em outubro de 2020, 15 anos depois de Hefner ter procurado as autoridades. O fundador da Playboy faleceu em 2017.
Segundo o relato, a modelo disse aos agentes do FBI que havia sido apresentada a Epstein depois que seu ensaio para a Playboy foi publicado.
Ainda de acordo com os autos, Audra teria dito a Hefner que foi vítima de tráfico sexual envolvendo Stanley Ho, um dos amigos do empresário. O bilionário, que comandava um império de cassinos em Macau, morreu em 2020.
A nova ação acusa o FBI de omissão diante de diversas denúncias de abusos sexuais atribuídos ao financista desde 1996.
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