A cantora e compositora EJAE, 34, fez um desabafo sobre o período difícil que enfrentou após ser “forçada” a desistir do sonho de se tornar uma idol de K-pop, objetivo ao qual dedicou grande parte da juventude.
A artista, que conquistou sucesso mundial após dar voz à personagem Rumi na animação da Netflix “Guerreiras do K-pop” (2025), relatou que a rejeição da indústria afetou sua saúde mental.
“Depressão era uma realidade”, começou ela em entrevista ao jornal The New York Times.
EJAE explicou que foi aceita em uma grande gravadora sul-coreana aos 11 anos e, na época, acreditava que seu futuro já estava garantido.
“Eu tinha todo um futuro planejado para mim. Eu pensava: ‘Ok, vou ser uma idol de K-pop, uma grande superstar por volta dos 18 anos’.”
Inserida desde cedo no rigoroso sistema de treinamento do K-pop – que inclui aulas diárias de canto, dança, atuação e idiomas, além de avaliações constantes em um ambiente altamente competitivo -, a estrela disse que foi informada, aos 22 anos, de que já havia ultrapassado o limite de idade ideal para “debutar” na indústria.
“Na verdade, isso já é considerado a ‘idade de avó’, como eles chamam”, lamentou ela. “Para ser bem sincera, se eu tivesse continuado tentando me tornar uma idol de K-pop, não sei se estaria aqui. É, a situação era tão ruim assim.”
Após as rejeições, a cantora revelou que passou a buscar novos rumos ao se dedicar à composição, e disse acreditar que o processo foi um ponto de virada em sua carreira.
O reconhecimento veio quando ela foi escolhida para gravar “Golden”, música pela qual foi premiada com o Oscar de Melhor Canção Original em março deste ano.
Sobre a premiação, ela disse: “Ouvi dizer que, antes de morrer, você tem um flashback de três segundos de toda a sua vida. Senti que vivi esse momento ao caminhar por aquele corredor.”
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