O governo britânico bloqueou a autorização de viagem de Kanye West, 48, ao Reino Unido, segundo informações publicadas pela BBC nesta terça-feira (7).
A decisão ocorre em meio a uma onda de críticas após o rapper americano ter sido anunciado como atração principal do festival ‘Wireless’, que ocorrerá em Londres no mês de julho.
De acordo com informações do Ministério do Interior britânico publicadas pela emissora, o artista apresentou um pedido de entrada no Reino Unido, na última segunda-feira (6), por meio de uma Autorização Eletrônica de Viagem (ETA, na sigla em inglês).
O órgão ainda informou que a decisão de negar a entrada de Kanye foi tomada com base no entendimento de que sua presença não seria conveniente para o bem público.
O artista acumula uma série de declarações antissemitas nos últimos anos, além de ter expressado admiração pelo líder nazista Adolf Hitler.
Horas antes, nesta terça-feira (7), Kanye chegou a fazer uma publicação em que quebrou o silêncio em meio à onda de críticas após ser confirmado como atração do festival.
“Tenho acompanhado a conversa em torno do ‘Wireless’ e quero abordá-la diretamente. Meu único objetivo é ir a Londres e apresentar um show de mudança, levando unidade, paz e amor através da minha música.”
“Seria grato pela oportunidade de me encontrar pessoalmente com membros da comunidade judaica no Reino Unido, para ouvir. Sei que palavras não são suficientes, terei que demonstrar mudança por meio das minhas ações. Se vocês estiverem abertos, estou aqui.”
A declaração foi adicionada ao pedido de desculpas que Kanye havia publicado pelo Wall Street Journal em janeiro.
No texto original, ele declarou: “Não sou nazista nem antissemita. Amo o povo judeu.”
O rapper também atribuiu seus ataques a um surto de saúde mental, escrevendo: “No início de 2025, entrei em um episódio maníaco de quatro meses, com comportamento psicótico, paranoico e impulsivo, que destruiu minha vida. Perdi o contato com a realidade. Disse e fiz coisas das quais me arrependo profundamente. Isso não justifica o que fiz.”
O astro iria se apresentar no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, em novembro do ano passado, mas a prefeitura da capital paulista proibiu a realização do evento. Na ocasião, o governo alegou preocupações com seu histórico de falas antissemitas e suposta apologia ao nazismo.
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