Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles III, está no centro de uma investigação que passou a contar com a atuação de promotores do Reino Unido. O Crown Prosecution Service (CPS), equivalente ao Ministério Público britânico, presta orientação às forças policiais que apuram a conduta do ex-príncipe.

O inquérito envolve possíveis ligações de Andrew com o financista Jeffrey Epstein (1953-2019), que foi encontrado morto em uma prisão federal em Nova York, onde aguardava julgamento por crimes sexuais.

O CPS confirmou na quarta-feira (1º) que está oferecendo “consultoria investigativa preliminar” à Polícia Metropolitana de Londres e à Polícia de Thames Valley à medida que as investigações avançam.

Andrew, que perdeu seus títulos reais por decisão do irmão, foi detido no dia de seu aniversário de 66 anos, em 19 de fevereiro, e liberado após cerca de 11 horas sob custódia.

Na ocasião, o ex-integrante da família real foi preso pela Polícia de Thames Valley sob suspeita de conduta irregular no exercício de função pública. Viaturas sem identificação foram fotografadas em frente à sua residência, localizada na propriedade de Sandringham, no leste da Inglaterra, onde ele mora desde que deixou o Royal Lodge, em Windsor, no início deste ano.

O filho da falecida rainha Elizabeth II (1926-2022) era investigado pela suspeita de ter repassado documentos confidenciais do governo britânico a Epstein durante o período em que atuou como enviado especial de comércio do Reino Unido, entre 2001 e 2011.

Agora, a polícia analisa denúncias separadas de que uma mulher teria sido levada ao Reino Unido por Epstein para um encontro de natureza sexual com Andrew. O CPS também atua em uma investigação paralela sobre a conduta do político Peter Mandelson, 72.

Um porta-voz do Crown Prosecution Service afirmou: “Podemos confirmar que estamos agora fornecendo orientação investigativa preliminar à Metropolitan Police Service em relação à investigação conduzida pela força sobre um homem de 72 anos e continuaremos a colaborar conforme solicitado. Também podemos confirmar que estamos fornecendo orientação investigativa preliminar à Thames Valley Police em relação a um homem de 66 anos. Permanecemos à disposição para apoiar qualquer investigação, se necessário.”

Os promotores analisam se existe uma “perspectiva realista de condenação” antes de dar seguimento a um processo.

Andrew nega ter cometido qualquer irregularidade.

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