O músico britânico Paul McCartney, 83, afirmou que Yoko Ono, 93, viúva de John Lennon (1940-1980), comentou em uma conversa após a morte do marido que acreditava que o ex-Beatle “talvez fosse gay”.
A declaração de Paul foi feita em uma entrevista concedida em 2015 para o livro “Sticky Fingers: A Vida e a Época de Jann Wenner e da Revista Rolling Stone”, cujo conteúdo completo foi publicado recentemente pela Vanity Fair.
O astro relatou ter recebido uma ligação telefônica de Yoko pouco depois da trágica morte de Lennon, que foi assassinado em Nova York aos 40 anos.
“Eu juro que [Yoko] me ligou pouco depois de John morrer e disse: ‘Sabe, eu acho que John talvez fosse gay.’”
O ex-Beatle revelou que respondeu com cautela e disse não compartilhar da mesma impressão, com base na convivência que teve com o amigo e ex-companheiro de banda.
“Eu disse: ‘Não tenho certeza’. Eu falei: ‘Não acho. Pelo menos não quando eu convivi com ele’. Porque vivemos nos anos 60. Estávamos sempre cercados de muitas, muitas mulheres. E eu já o flagrei… havia muita ‘atividade’ com mulheres.”
Paul acrescentou que, ao longo da amizade com Lennon, nunca teve motivo para acreditar que o colega se sentisse atraído por homens.
“E eu dormi com o John muitas vezes, mas nunca houve nada. Nunca houve um gesto, nunca houve uma expressão. Não houve nada. Então eu não tinha absolutamente nenhuma razão para acreditar nessa possibilidade.”
Na entrevista, o músico apontou que os rumores sobre a sexualidade de John surgiram após uma viagem do astro à Espanha, em 1963, com Brian Epstein, empresário dos Beatles, que era gay. Entretanto, Paul reforçou que nunca testemunhou nada entre os dois.
“Havia rumores porque John viajou com Brian [para a Espanha em 1963]. Mas eu interpretei isso como um jogo de poder, algo muito típico de John. Brian o convidou como um rapaz bonito por quem ele tinha interesse. Eles foram para a Espanha e se divertiram. Sem dúvida, John entraria na onda. Eu, particularmente, nunca achei que algo tivesse acontecido. Certamente nunca ouvi falar sobre alguma coisa ter acontecido. Eu via aquilo como: ‘Você quer negociar com os Beatles? Eu sou o líder’. John era muito politizado.”
Paul explicou que o comentário de Yoko pode ter sido influenciado pelo impacto da morte do parceiro. O músico comparou a situação ao período em que enfrentou o luto pela perda de sua primeira esposa, Linda McCartney, em 1998.
“Então, resumindo, é por isso que eu digo que Yoko é meio excêntrica. E eu realmente disse isso a um amigo meu, Robert Fraser, que era gay, e ele ficou muito irritado. ‘Por que alguém falaria uma coisa dessas? As pessoas dizem coisas malucas’. Quando eu perdi Linda, eu falei algumas coisas bem doidas. Eu olho para trás agora e penso: ‘Isso é o luto. É simplesmente o que acontece’. Você está lidando com aquilo.”
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