O tenor italiano Andrea Bocelli, 67, convidou o ator Timothée Chalamet, 30, para assistir a um de seus concertos após o astro de Hollywood questionar o interesse do público contemporâneo por ópera e balé.
O cantor afirmou acreditar que o ator pode mudar de perspectiva ao ter contato direto com as formas tradicionais de arte.
“Não tenho dúvidas de que um intérprete sensível como Timothée, que entende o poder das emoções, pode um dia descobrir que a ópera e a dança bebem exatamente dessa mesma fonte. Se um dia ele tiver curiosidade, ficarei feliz em recebê-lo como convidado em um dos meus concertos. Às vezes bastam alguns minutos ouvindo essa música ao vivo para entender por que, após séculos, ela continua sendo amada em todo o mundo.”
O ícone italiano também defendeu a relevância da ópera e do balé, acrescentando que as expressões artísticas continuam a dialogar com diferentes gerações.
“Acredito que muitas vezes tendemos a manter distância daquilo que ainda não conhecemos de verdade. A ópera e o balé são formas de arte que atravessaram séculos e continuam a falar ao coração humano, porque respondem a uma necessidade intrínseca de beleza, verdade e emoção. Não são artes do passado, mas linguagens vivas que ainda podem nos emocionar, nos fazer refletir e aproximar diferentes gerações.”
O protagonista de “Marty Supreme” fez a declaração polêmica durante uma conversa com o também ator Matthew McConaughey, 56, na Universidade do Texas, enquanto discutiam o ritmo acelerado do cinema atual.
Na ocasião, o artista afirmou: “Não quero trabalhar com o balé, ópera ou coisas do tipo: ‘Ei, mantenha isso vivo, mesmo que ninguém mais se importe’. Todo respeito ao pessoal do balé e da ópera por aí.”
Apesar da plateia ter rido no momento, o indicado ao Oscar parece ter percebido o erro logo em seguida.
“Acabei de perder um pouco de audiência. Dei umas cutucadas sem motivo”, brincou.
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