A cantora Billie Eilish, 24, fez duras críticas ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) ao receber um prêmio por sua atuação em causas ambientais. A artista foi homenageada no último fim de semana, em Atlanta, com o MLK Jr. Beloved Community Environmental Justice Award, e aproveitou o momento do discurso para condenar as políticas de imigração, que foram endurecidas no governo do presidente Donald Trump, 79.

Durante a cerimônia, Billie afirmou que não se sentia merecedora da honraria. “Para ser honesta, eu realmente não acho que mereça isso. É muito estranho ser celebrada por trabalhar pela justiça ambiental em um momento em que ela parece mais distante do que nunca, considerando o estado do nosso país e do mundo agora”.

A estrela disparou: “Estamos vendo nossos vizinhos sendo sequestrados, manifestantes pacíficos sendo agredidos e mortos, nossos direitos civis sendo retirados, recursos para combater a crise climática sendo cortados em favor dos combustíveis fósseis e a agropecuária destruindo o planeta, enquanto o acesso à comida e à saúde se torna um privilégio dos ricos, e não um direito humano básico para todos os americanos.”

Billie acrescentou que a postura do governo deixa claro que o meio ambiente não é uma prioridade.

“É muito evidente que proteger o planeta não é uma prioridade desta administração. E é realmente difícil comemorar qualquer coisa quando já não nos sentimos seguros nem dentro de casa, nem nas ruas”, completou.

Apesar do tom crítico, a cantora declarou ter se sentido mais esperançosa com o espírito do evento, inspirado no legado do ativista Martin Luther King Jr.

“Fiquei profundamente inspirada por todas as histórias, pelos outros homenageados e por todas as pessoas nesta sala. Sou muito grata à enorme comunidade que age guiada pela mensagem do dr. King”, afirmou.

A vencedora do Grammy também aproveitou o momento para agradecer pela maneira como foi ensinada por sua família.

“Quero agradecer à minha mãe – aos meus pais – por terem me criado da forma que fizeram. Eu não estaria fazendo nada disso sem você, mãe”, finalizou.

No início do mês, a cantora compartilhou publicações em seus Stories no Instagram chamando o ICE de “grupo terrorista”, após a morte de Renee Good durante uma operação em Minneapolis.

As postagens geraram críticas do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, o DHS.

A secretária-assistente do órgão, Tricia McLaughlin, rebateu as declarações. “O ICE não separa famílias. Os pais são questionados se desejam ser separados de seus filhos ou se preferem que as crianças fiquem com uma pessoa de confiança indicada por eles. Isso é coerente com a política de imigração de administrações anteriores”, afirmou a representante em nota.

A representante do governo ainda acusou a cantora de alimentar ataques contra agentes. “É esse tipo de discurso irresponsável, vindo de pessoas como Billie Eilish, que está levando a um aumento de 1.300% em agressões e de 3.200% em atropelamentos com veículos contra nossos corajosos agentes da lei”, concluiu.

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