
O príncipe Harry, 40, voltou a ser alvo de questionamentos nos Estados Unidos quanto à legalidade de seu visto. O duque se mudou do Reino Unido para a Califórnia em 2020, ao lado da esposa, Meghan Markle, 44, depois de se afastar das funções oficiais na realeza britânica. A legitimidade de sua permanência passou a ser colocada em xeque desde que ele admitiu, em seu livro de memórias, “O que sobra” (2023), ter consumido drogas ilícitas durante a juventude.
Documentos apresentados em tribunal mostram que o Departamento de Estado norte-americano detém mais de mil registros relacionados ao caso. Segundo os autos, 1.007 documentos foram identificados em diferentes setores do órgão responsável pela concessão de vistos.
Entre eles, 217 estão no gabinete do Secretário de Estado – cargo equivalente ao ministro das Relações Exteriores -, 517 foram classificados como “potencialmente relevantes” pelo Bureau de Assuntos Consulares, 271 se encontram no escritório do Assessor Jurídico e outros dois no gabinete do Secretário-Adjunto de Estado.
Todo o material será revisado por um juiz federal em Washington, que decidirá quais documentos poderão ser tornados públicos.
A medida decorre de uma ação movida em janeiro por um grupo de direita, o Heritage Foundation, que já havia recorrido à Justiça para tentar obter acesso aos registros de imigração do filho mais novo do rei Charles III. Embora a medida tenha resultado na liberação de alguns arquivos, nenhum trouxe detalhes sobre o visto ou se Harry forneceu informações verdadeiras no formulário de solicitação.
Na nova ação, a organização alega que o neto da falecida rainha Elizabeth pode ter omitido detalhes sobre o uso de drogas, apesar de ter escrito sobre as experiências em seu livro.
O advogado da Heritage, Samuel Dewey, falou sobre a dimensão do caso. “O número de papéis sobre Harry mostra que eles o estão monitorando de perto. Acho que vamos ver documentos de Harry falando sobre o caso, mas outros materiais podem ser retidos. Depois, caberá aos políticos decidir se essa decisão será revertida”, afirmou o profissional.
As ações judiciais reacenderam especulações sobre como o governo do presidente Donald Trump reagiria em relação à permanência do príncipe nos Estados Unidos.
Candidatos a visto americano precisam responder a perguntas específicas sobre uso de substâncias ilícitas, mesmo que no passado. A legislação imigratória prevê que a admissão de consumo de drogas pode ser suficiente para negar a entrada ou cancelar um visto já emitido. Por isso, o grupo questiona se Harry teria omitido seu histórico ao preencher o formulário.
Até o momento, o departamento responsável por vistos e imigração se recusou a comentar sobre os processos.
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