Amy Winehouse (1983-2011) sonhava em ter “muitos filhos” com Blake Fielder-Civil e acreditava que os dois “morreriam juntos”. A cantora britânica, conhecida por sucessos como “Back to Black” e “Rehab”, se casou com o ex-produtor de vídeo em 2007, mas a união chegou ao fim em 2009, dois anos antes da morte da estrela, aos 27 anos, por intoxicação alcoólica após um período de abstinência.

Em uma entrevista até então inédita, concedida apenas três dias após o casamento, a artista falou sobre os planos que tinha para o futuro ao lado do companheiro.

“Você chega a um ponto em que percebe que não ​d​eseja mais ficar com ninguém. É como se pensasse: por que eu iria querer ficar com outra pessoa algum dia, sabe? É assim quando você está apaixonada por alguém”, declarou ao jornal britânico The Sunday Times.

Questionada se imaginava os dois juntos dali a 30 anos, Amy assentiu e acrescentou: “Sei que vamos morrer juntos”. Ao ser perguntada se isso aconteceria quando estivessem mais velhos, ela respondeu: “Sim”.

Mais adiante na entrevista, a cantora revelou que desejava formar uma família com Blake e afirmou que estava disposta a interromper a carreira para ter filhos.

“Queremos ter muitos filhos. Se eu engravidasse, seria isso”, confessou.

A intérprete de “Tears Dry on Their Own” disse acreditar que tinha uma personalidade depressiva, mas descartou a possibilidade de tomar medicamentos ou recorrer à terapia, devido às experiências que havia tido na adolescência. Amy também declarou que uma pessoa não poderia ser ajudada se não conseguisse ajudar a si mesma.

“Eu nunca tomaria medicamentos. Fiz isso quando era mais nova. Eu tomava pílula anticoncepcional​ e tinha muitas oscilações de humor. Procurei vários profissionais, fiz terapia e coisas do tipo. Mas nunca encontrei alguém de quem gostasse. Está tudo bem, sou musicista. A gente costuma escrever ​o que está sentindo.”

Questionada se fazia terapia naquela época, respondeu: “Não. Eu não faria isso. Acho que não é para mim. Acredito que, se você tem um problema e não consegue ajudar a si mesmo, ninguém pode te ajudar. Sei lá. Não sou contra a terapia. Se funciona para você, então tudo bem”, disse ela.

Amy faleceu em julho de 2011, em sua casa, no bairro de Camden Town, em Londres, ​após uma longa luta pública contra o abuso de substâncias e sucessivos episódios que despertaram preocupação sobre seu bem-estar.

Vencedora de cinco Grammys, a cantora passou pelo Brasil poucos meses antes de sua morte para uma série de shows em Florianópolis, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo.

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