Uma mulher que acusa o cantor Steven Tyler, 78, de abuso sexual foi impedida pela Justiça norte-americana de apresentar uma série de informações sobre o relacionamento dos dois no julgamento que se aproxima.
O vocalista do Aerosmith é alvo de uma ação movida por Julia Misley, 65, que acusa o artista de tê-la aliciado e mantido relações sexuais com ela quando ainda era adolescente. Tyler nega as acusações e afirma que o relacionamento foi consensual e permitido pela legislação de Massachusetts, onde eles moravam durante os três anos que passaram juntos.
Parte das alegações apresentadas por Julia foi rejeitada no início deste ano. Agora, antes do julgamento, que está previsto para começar em 21 de setembro, Steven obteve uma vitória judicial depois que um tribunal superior de Los Angeles decidiu a seu favor em uma série de questões.
Segundo o TMZ, o juiz determinou limites para os assuntos que poderão ser abordados por Julia durante o julgamento. Ela está autorizada a demonstrar evidências relacionadas ao consumo de drogas e álcool, por exemplo, mas está impedida de descrever o roqueiro como “traficante sexual”.
Em abril, grande parte da ação, que se arrastava havia anos, foi rejeitada com base no prazo de prescrição em Massachusetts. Como as regras de prescrição da Califórnia permitem uma exceção nesse caso, o juiz decidiu que Julia poderá levar adiante a acusação referente a uma suposta relação sexual que teria ocorrido durante uma breve viagem dos dois ao estado. As demais alegações foram rejeitadas.
Na ocasião, o advogado de Steven, David Long-Daniels, declarou que a decisão representava uma “vitória”. “Esta é uma vitória enorme para Steven Tyler. Hoje, o tribunal arquivou 99,9% das acusações contra o senhor Tyler neste caso. O tribunal decidiu que apenas uma noite, ocorrida há mais de 50 anos, durante um relacionamento de três anos, poderá continuar sendo abordada. Estamos ansiosos para levar este caso a julgamento.”
Julia processou Steven pela primeira vez em 2022. Ela afirmou ser a adolescente não identificada mencionada na autobiografia do cantor e alegou que ele teria usado a fama para assumir o controle de sua vida. Segundo ela, o artista chegou a firmar um acordo com os pais dela para obter uma tutela legal sobre a adolescente e teria cometido abusos sexuais contra ela durante três anos, a partir de 1973, quando ela tinha 16 anos.
A defesa de Steven afirmou que os dois mantinham um “romance consensual” e que Julia tinha idade legal para consentir em Massachusetts. O juiz considerou ainda que a ação foi apresentada tarde demais.
“A ação da autora foi apresentada mais de 35 anos depois dos supostos atos e mais de 35 anos depois que ela completou 18 anos. Para que fosse apresentada dentro do prazo, esta ação deveria ter sido protocolada em até sete anos. As partes viajaram uma vez para a Califórnia e mantiveram relações sexuais durante essa viagem. A idade de consentimento na Califórnia é, e era para todos os efeitos, 18 anos. Portanto, era ilegal que autora e réu mantivessem relações sexuais, porque a autora era legalmente incapaz de consentir”, afirmou o magistrado ao explicar por que levaria apenas uma parte do processo adiante.
Pelos mesmos motivos relacionados ao prazo de prescrição, as alegações referentes a supostos episódios ocorridos nos estados de Washington e Oregon também foram rejeitadas.
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