A atriz Zoë Saldaña, 48, criticou a prática da imprensa de direcionar perguntas sobre política e inclusão em Hollywood a artistas negros, latinos e mulheres. A estrela afirmou que considera “limitante e frustrante” ser colocada na posição de responder por questões relacionadas à representatividade sempre que é a única mulher ou “pessoa não branca” em um ambiente.
Durante o Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, Zoë, que recebeu uma das principais homenagens do evento, afirmou: “Uma coisa que é extremamente limitante e frustrante é quando sou a única pessoa não branca ou a única mulher no palco, e isso acontece com bastante frequência com mulheres e pessoas não brancas. E eu espero chegar a minha vez de responder a uma pergunta sobre o meu trabalho, e me fazem a pergunta política: ‘O que você acha que precisamos fazer para tornar os filmes mais inclusivos?'”
A estrela, que venceu o Oscar de melhor atriz coadjuvante em 2025 por “Emilia Pérez”, acrescentou que a responsabilidade pela transformação da indústria não deveria recair sobre profissionais de grupos historicamente sub-representados.
“Desculpe, mas não se pergunta à única pessoa que faz parte de uma comunidade marginalizada. Vocês deveriam perguntar às outras 80 pessoas que fazem parte daqueles que controlam as portas de entrada e perguntar a elas se sabem a resposta, porque acho que estamos fazendo com que pessoas não brancas trabalhem em dobro para estar em uma sala.”
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