O príncipe Harry, 41, afirmou que continua explorando “todas as alternativas” para levar os filhos Archie, 7, e Lilibet, 5, ao Reino Unido na próxima semana, apesar do impasse envolvendo sua segurança. Segundo a revista People, o duque de Sussex mantém a viagem prevista, mesmo após seu pedido por proteção policial especializada ter sido negado pelas autoridades britânicas.

Harry, que mora com os filhos e a esposa, Meghan Markle, 44, na Califórnia, participará de cinco dias de compromissos no Reino Unido. De acordo com a publicação, o rei Charles III ofereceu hospedagem ao filho mais novo em uma residência oficial durante parte da visita.

Em nota enviada à People, um porta-voz do príncipe afirmou que o problema nunca foi o local onde a família ficaria hospedada.

“A agenda do príncipe Harry no Reino Unido inclui compromissos públicos e privados em diferentes partes do país. Uma hospedagem segura é apenas um elemento de um protocolo de proteção eficaz, porque o risco acompanha a pessoa, não o lugar. O problema nunca foi a hospedagem. A questão é saber se uma proteção adequada e proporcional está sendo oferecida durante toda a visita”, dizia um trecho.

O comunicado acrescentou: “O duque continua explorando todas as opções disponíveis para que a visita aconteça com segurança e para proporcionar aos filhos a oportunidade de aproveitar o Reino Unido.”

O caso envolve a proteção oferecida pelo Estado britânico a pessoas consideradas vulneráveis a ameaças. Em situações excepcionais, celebridades como Taylor Swift receberam reforço policial em apresentações no Reino Unido, após avaliações das autoridades sobre possíveis riscos à segurança pública. A proteção que Harry busca também tem como objetivo prevenir ameaças ao público e aos profissionais envolvidos em eventos de grande porte.

Segundo o jornal The Telegraph, o filho do rei foi informado de que seu pedido por um esquema semelhante de proteção havia sido negado. Uma fonte próxima criticou o Ministério do Interior britânico e o comitê responsável por avaliar a segurança de integrantes da família real, acusando-os de “criar deliberadamente empecilhos” para o cumprimento dos compromissos do príncipe no país.

Atualmente, Harry só tem direito à proteção financiada pelo Estado quando está em residências oficiais da família real. Nos demais deslocamentos, cabe à equipe privada contratada por ele fazer sua segurança, embora ela não tenha os mesmos poderes legais da polícia britânica.

“A situação precária em relação à segurança e as intermináveis especulações sobre onde a família ficará hospedada estão tornando o planejamento e a logística da equipe de segurança privada cada vez mais difíceis”, disse o informante ao jornal britânico.

“Houve três incidentes distintos no Reino Unido em menos de 12 meses dos quais temos conhecimento. Em todos eles, uma pessoa obcecada conseguiu chegar a poucos metros do duque. Em algumas dessas situações, devido às limitações da autoridade da equipe de segurança privada, eles não puderam retirar essa pessoa do local. Harry é um homem forte, ex-militar e, de modo geral, bastante apto a lidar com esse tipo de situação. A maior preocupação de todos é o impacto que esses episódios poderiam ter sobre as crianças.”

Desde que deixou as funções oficiais da monarquia, em 2020, Harry passou a ter o esquema de segurança custeado pelo Estado analisado caso a caso. Hoje, ele precisa informar suas viagens ao Reino Unido com pelo menos 28 dias de antecedência para que as autoridades decidam qual nível de proteção será oferecido.

De acordo com fontes ouvidas pela imprensa britânica, o príncipe está “desesperado” para que Archie e Lilibet possam rever o avô. As crianças não visitam o Reino Unido desde 2022, quando acompanharam os pais nas comemorações do Jubileu de Platina da rainha Elizabeth II, que veio a falecer pouco depois.

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