O rei Charles III, 77, compartilhou detalhes sobre a relação da família real britânica com Balmoral, residência escocesa da monarquia, e explicou por que a rainha Elizabeth II (1926 – 2022) escolheu passar seus últimos dias de vida no local.

O monarca escreveu o prefácio de um novo guia dedicado à propriedade, afirmando considerar o lugar “quase sagrado”. No texto, Charles relembrou o vínculo histórico da família com o castelo e explicou que a mãe tinha especial apego pela residência em Aberdeenshire, na Escócia, onde veio a falecer, em setembro de 2022, aos 96 anos.

“Balmoral é o estimado lar escocês da minha família desde que a propriedade foi adquirida pelo príncipe Albert, meu tataravô, em 1852”, escreveu.

“Com seus edifícios de impressionante individualidade, que nunca deixam de fascinar, e sua paisagem preciosa, quase sagrada, é um lugar onde existe mudança constante, mas tudo permanece inalterado, com um senso de atemporalidade que renova a alma”, pontuou.

O rei relembrou ainda as experiências que viveu na propriedade desde a infância e abordou o carinho da mãe por Balmoral.

“Desde a minha primeira infância, Balmoral ocupa, e continua ocupando, um lugar singularmente especial no coração da minha família e no meu próprio coração. Minha falecida mãe valorizava cada minuto que passava em Balmoral. Foi aqui, nesse cenário tão amado, que ela escolheu passar seus últimos dias”, acrescentou.

Charles também afirmou esperar que os leitores do novo livro compartilhem da mesma admiração pela propriedade e por sua paisagem.

“Seja qual for o contexto em que você esteja lendo este livro, espero que também se inspire na rica complexidade da arquitetura e compartilhe da magia da paisagem ao redor, cuja natureza ‘selvagem e majestosa’ inspirou e encantou tantas pessoas”, escreveu o nobre.

O texto integra o livro “Balmoral”, escrito por Mary Miers, e aparece acompanhado de uma pintura feita pelo próprio Charles, em 1989, retratando o castelo.

Adquirida pela rainha Victoria e pelo príncipe Albert em meados do século XIX, Balmoral se consolidou ao longo das décadas como um dos refúgios preferidos da família real britânica durante o verão europeu.

Nos últimos anos, a propriedade permaneceu fechada ao público, com exceção do salão de baile, utilizado esporadicamente para exposições de arte.

Em 2024, porém, Charles decidiu abrir pela primeira vez os interiores do castelo à visitação.

Desde então, visitantes podem participar de tours guiados pela residência e explorar os jardins e o restante da propriedade, que inclui dois labirintos concebidos com a colaboração do rei e um conservatório inaugurado em 2002 para celebrar o Jubileu de Ouro de Elizabeth II.

O complexo também passou a contar com loja de souvenirs e restaurante aberto ao público.

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