A cantora Kylie Minogue, 57, revelou que adiou o início da quimioterapia após ser diagnosticada com câncer de mama, em 2005, para tentar engravidar por fertilização in vitro (FIV). A artista australiana relatou ter passado por diversas tentativas longe dos holofotes, mas não conseguiu conceber o tão desejado bebê.
O relato emocionado faz parte do documentário “Kylie”, que chegou à Netflix na quarta-feira (20), no qual a intérprete de “Can’t Get You out My Head” revisita alguns momentos delicados de sua vida.
“Existe muito mais sobre o câncer além de você ter tido a doença, superado e estar bem – ou bem por enquanto. Eu tinha 36 anos quando recebi o diagnóstico, então já era aquele momento em que você precisa pensar sobre filhos”, afirmou.
Kylie explicou que decidiu adiar temporariamente o tratamento para tentar engravidar. “Eu tentei. Cheguei até a adiar a minha quimioterapia para tentar, o que era bastante assustador na época, porque você só quer tirar aquilo de dentro de você. Acabar logo. Queria me sentir segura, não queria isso. Mas sim, tentei algumas vezes por meio de fertilização in vitro, sempre com um fio de esperança.”
A cantora acrescentou: “Eu não podia deixar de tentar. Se tivesse acontecido, teria sido quase um milagre. Mas não foi assim que aconteceu. É impossível não imaginar como teria sido… Mas não era o que o destino tinha reservado para mim.”
Em um dos momentos mais emocionantes da série documental, Kylie não conseguiu conter as lágrimas ao falar sobre a impossibilidade de se tornar mãe e leu uma carta escrita anos atrás ao bebê que imaginava ter no futuro.
Descrevendo o texto como uma mensagem para o filho “que poderia ter existido”, a estrela leu: “Filho distante, minha flor, você está flutuando ao vento? Pode me sentir enquanto respiro vida em você, envolta em um cobertor de esperança, adormecida sobre uma cama de sonhos? Meu passo rumo à eternidade não é tudo aquilo que poderia ter sido. Ou talvez nem um pouco… porque quem sabe para onde o vento vai soprar? Estou esperando pelo seu sussurro.”
A artista já havia abordado o assunto em entrevista ao Sunday Times, quando afirmou ter aceitado os rumos de sua vida.
“Seria mentira dizer que não existe um pouco de tristeza nesta situação, mas não fico presa a esse sentimento. Não posso. O que eu posso fazer? E existe uma grande probabilidade de que, se ou quando eu conhecer alguém, essa pessoa já tenha filhos. Então eu consigo me imaginar sendo madrasta.”
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