O ator João Guilherme, 24, falou sobre a relação com o pai, o cantor Leonardo, 62, e revelou como lida com as diferenças de posicionamento político entre os dois.
Durante participação no programa Sem Censura, na terça-feira (12), o filho do sertanejo com a bailarina Naira Ávila afirmou que tenta compreender o contexto em que o pai foi criado, apesar das divergências ideológicas.
“O meu pai, por exemplo, que é um cara ali que nasceu, cresceu em um outro contexto, em um lugar inclusive movimentado pelo agro. Ele vem de uma família muito conservadora. Eu sou ator, não sou ator só no set – eu sou ator na minha vida. E a gente tenta compreender as pessoas e humanizar essas pessoas. É claro, não é que eu vou ficar procurando uma desculpa, analisando e compreendendo todas as suas atitudes de todo mundo e tá tudo certo. Não é isso. Mas eu entendo assim como o meu pai cresceu. Eu não acho que ele seja um cara agressivo, um cara também violento”, disse o jovem sobre o cantor, que declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante um show no ano passado.
O artista explicou que acredita no diálogo, mas ressaltou que suas posições são embasadas em argumentos, e não apenas em opiniões.
“A gente pode divergir com ideias, mas é isso. Eu também tenho argumentos, não são só opiniões. Então quando a gente dá argumentos e não somente opiniões, eu tô te falando algo que é a realidade, não é o que eu tô pensando, não é o que me ensinaram. Eu tô falando como as coisas são, um ato tem consequência, então isso aqui não pode ser assim, entendeu? E ele escuta. Primeiro esse respeito da escuta, porque ele poderia nem querer estar perto. Ou ele poderia me cortar por ser um cara arrogante, poderia ser um cara ali firme, mas ele é um cara disposto à conversa.”
O astro acrescentou que outros integrantes da família compartilham visões semelhantes às dele.
“Tem muitas pessoas da família que também entendem e que concordam comigo, que a gente caminha ideologicamente por um caminho parecido. E eu acho que tá tudo certo e é muito valiosa essa troca, é isso. Ele é minha família, é meu pai. Eu tenho duas opções: ficar brigado com o meu pai e falar assim ‘ah, porque ele vota nesse ou naquele, ele é um m****’. Não, porque eu não concordo. Talvez se fosse um estranho, eu não iria querer ser seu amigo. Mas você é um estranho, não faz diferença na minha vida você ser amigo ou não, tchau. Mas o meu pai, o meu irmão, minha família… Não sou eu que vou comprar essa briga fatal.”
Ao final, João Guilherme lamentou as escolhas políticas do pai, mas disse acreditar que mudanças passam pela educação.
“Uma pena essa escolha dele, mas tomara que o nosso país, através de educação e através de inúmeros outros meios, tenha a ciência de não escolher errado.”
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