[Alerta de gatilho: a nota a seguir aborda assuntos sensíveis, incluindo ideação suicida].
O ator Alec Baldwin, 68, afirmou que deseja “se aposentar e ficar em casa” com a família após a tragédia no set do filme “Rust”, em 2021. A produção do faroeste foi interrompida quando uma arma cenográfica manuseada pelo astro disparou durante as filmagens, provocando a morte da diretora de fotografia Halyna Hutchins e ferindo o diretor do longa, Joel Souza.
Indiciado por homicídio culposo, Alec teve a ação arquivada após o Ministério Público americano não apresentar provas essenciais para dar continuidade ao processo. O caso também teve desdobramentos na esfera civil, com ações que resultaram em acordos.
Cinco anos após o episódio que gerou grande escrutínio público, Alec declarou que continua lidando com as consequências emocionais da tragédia.
“Tivemos esse incidente – essa tragédia – no Novo México, onde Halyna Hutchins foi morta no set do filme, e isso foi indescritivelmente difícil de lidar”, começou ele em entrevista ao podcast Awards Chatter, do The Hollywood Reporter.
“Devido à situação, que foi bastante dolorosa, acabei ficando muito em casa. Fiquei em casa com meus filhos por três anos e meio. Quase não trabalhei e isso está começando a mudar agora. Vou fazer algumas coisas. Mas fiquei em casa e me acostumei com isso, e não quero mais sair de casa. Não quero. Não quero mais trabalhar. Realmente não quero. Quero me aposentar e ficar em casa com meus filhos”, confessou.
O veterano de Hollywood tem sete filhos com a esposa, Hilaria Baldwin, 42, além de Ireland, de 30 anos, fruto de seu relacionamento anterior com a atriz Kim Basinger, 72.
Em uma entrevista recente, Alec revelou ter enfrentado pensamentos suicidas após a tragédia no set do filme em que atuava e também produzia.
“Quando você chega a um ponto em que pensa: ‘Eu não quero acordar mais um dia, eu vou embora’ – juro por Deus – falar sobre isso é algo que me soa até estranho, porque ideações suicidas e efetivamente praticar o ato são duas coisas profundamente diferentes”, disse ele durante participação no Dopey: On the Dark Comedy of Drug Addiction.
“Acho que muitas pessoas, incontáveis pessoas, pensam em acabar com a própria vida, mas pouquíssimas realmente o fazem”, acrescentou.
Alec explicou que houve noites em que a exaustão emocional se tornou insuportável. “Eu ficava deitado na cama pensando: ‘Meu Deus, eu não consigo acordar mais um dia e viver tudo igual de novo. É sempre a mesma coisa. Eu não aguento mais’. Mas, de alguma forma, encontrei fé em Deus para não me matar no dia seguinte. Vamos esperar mais um dia.”
Em situações de sofrimento emocional, depressão ou pensamentos suicidas, é possível buscar apoio gratuito e sigiloso por meio do Centro de Valorização da Vida (CVV). O atendimento funciona 24 horas por dia, pelo telefone 188, além de chat e e-mail disponíveis em cvv.org.br.
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