Tiger Woods, 50, estava olhando o celular momentos antes de se envolver em um acidente de carro na última sexta-feira (27), nos Estados Unidos. O veículo conduzido pelo golfista capotou após atingir uma caminhonete em Jupiter Island, na Flórida.
De acordo com um documento divulgado pela delegacia do condado de Martin, na terça-feira (31), duas pílulas brancas identificadas como hidrocodona – medicamento de uso controlado que serve para combater dores intensas – foram encontradas no bolso esquerdo da calça do atleta durante uma revista após sua prisão por suspeita de dirigir sob influência de álcool ou drogas.
No depoimento, Tiger afirmou aos investigadores que não percebeu que o veículo à sua frente havia reduzido a velocidade, pois estava “mexendo no celular e no rádio ao mesmo tempo”.
O relatório descreve que o jogador, vencedor de 15 títulos de major, apresentava “olhos vermelhos e vidrados”, “pupilas extremamente dilatadas” e aparentava estar “letárgico e lento” ao não conseguir completar testes de sobriedade aplicados no local.
O documento também aponta que Tiger saiu pelo banco do passageiro após o acidente e estava “transpirando intensamente”.
Ex-número 1 do mundo, o golfista utilizava uma meia de compressão no joelho e relatou às autoridades seu histórico de sete cirurgias na coluna e “mais de 20 operações na perna”, acrescentando que apresenta dificuldade para caminhar e travamentos no tornozelo.
O astro não sofreu ferimentos e passou pelo teste do bafômetro no local, com resultado negativo. No entanto, a recusa em se submeter a exame de urina – equivalente a teste toxicológico – levou à sua detenção por cerca de oito horas, antes de ser liberado na madrugada de sábado (28).
O relatório afirma: “Acreditei que as faculdades normais de Woods estavam comprometidas e ele não era capaz de conduzir um veículo motorizado com segurança.”
O atleta deverá comparecer à Justiça no dia 23 de abril para prestar esclarecimentos.
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