A estrela de reality show Kim Kardashian, 44, voltou a criticar a política migratória dos Estados Unidos sob a gestão do presidente Donald Trump. A empresária, que já participou de um encontro com o republicano na Casa Branca para discutir a reforma do sistema prisional, admitiu estar decepcionada com a intensificação das ações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) – órgão responsável por fiscalizar a entrada e permanência de imigrantes no país.



Durante o DVF Awards, premiação criada pela estilista Diane Von Furstenberg e realizada em Veneza, na última quinta-feira (28), onde foi homenageada por seu ativismo para melhorar as condições da população carcerária, Kim afirmou à Variety: “Nos noticiários, você ouve: ‘Ah, só afeta pessoas que cometeram esses crimes e [os governantes] estão tentando ajudar o nosso país’. Mas aí você fica sabendo de todas as pessoas que trabalharam duro para construir nosso país, e tantas pessoas que são parte do nosso país sendo afetadas. Pessoas que eu conheço. Pessoas que meus amigos conhecem.”



A estrela de “The Kardashians” prosseguiu: “Você quer acreditar que há uma mensagem sobre proteção, mas depois percebe que não está realmente acontecendo dessa forma. É muito difícil, mas acho que temos que fazer o que pudermos para proteger as pessoas que realmente apoiaram e construíram nosso país.”



Essa não foi a primeira vez que Kim se manifestou contra as ações do ICE. Em junho, após uma série de operações em Los Angeles que resultaram em protestos, a bilionária escreveu no Instagram: “Quando nos dizem que o ICE está aqui para manter nosso país seguro e remover criminosos violentos: ótimo. Mas quando testemunhamos pessoas inocentes e trabalhadoras sendo arrancadas de suas famílias de maneiras desumanas, temos que nos manifestar. Temos que fazer o que é certo.”



Na mesma publicação, Kim falou sobre a importância dos estrangeiros para a cidade onde cresceu: “Ao crescer em Los Angeles, eu vi o quanto os imigrantes estão profundamente entrelaçados no tecido desta cidade. Eles são nossos vizinhos, amigos, colegas de classe, colegas de trabalho e família. Não importa em que lado político você esteja, é claro que nossas comunidades prosperam graças às contribuições dos imigrantes. Não podemos fechar os olhos quando o medo e a injustiça impedem as pessoas de viver suas vidas de forma livre e segura. Tem que haver uma alternativa melhor.”



Além de se posicionar contra as deportações em massa, Kim revelou recentemente que considera voltar à Casa Branca para apoiar a libertação de Erik e Lyle Menendez – irmãos que ficaram famosos nos EUA pelo assassinato nos pais, em 1989, em Beverly Hills. O caso chocou o país e ganhou grande repercussão na imprensa, inclusive em séries documentais recentes na Netflix. Os irmãos alegam ter cometido o crime em legítima defesa, pois o pai abusava sexualmente deles e a mãe não fazia nada para defendê-los. Os dois cumprem prisão perpétua e tiveram o pedido de liberdade condicional negado após mais de 30 anos presos.



Kim declarou: “Eu adoraria [ajudá-los]. Os irmãos Menendez estão em uma prisão estadual, então o governador é quem realmente tem esse poder em mãos, mas eu iria a qualquer administração e a qualquer Casa Branca para lutar pelos direitos das pessoas em que acredito.”

Visit Bang Premier (main website)